Tilma de Juan Diego

Tilma de Juan Diego

“Excelência” – disse Juan Diego – “obedeci tuas instruções. Logo cedo, nesta manhã, a Virgem Celestial pediu-me que viesse ver-te outra vez. Pedi-lhe o sinal que tu solicitaste e que ela me prometeu dar. Mandou que eu subisse até o topo da colina, onde eu a havia visto antes, para que colhesse as flores que ali cresciam. Eu sabia, muito bem, que lá em cima da colina não era um lugar propício para crescerem flores, especialmente nesta época do ano, mas não duvidei de sua palavra. Quando alcancei o topo, finquei assombrado ao me encontrar rodeado de formosas flores, brilhando, todas, com gotas de orvalho. Apanhei tantas quantas pude e as levei à Senhora. Ela as arrumou com suas próprias mãos e as colocou em seu manto, para que eu pudesse trazê-las a ti. Aqui estão. Contempla-as!”.

Tilma de Juan Diego


A base histórica indiscutível da Eucaristia é a Encarnação do Filho de Deus. “Carne de Cristo, carne de Maria”, disse Santo Agostinho. A Igreja na “Virgem Maria…contempla, qual imagem puríssima, o que ela, toda ela, com alegria deseja e espera ser (SC 103): tabernáculo, ventre, ostensório. Nossa Senhora apareceu em Guadalupe vestida do mesmo modo que as mulheres grávidas do lugar se vestiam: com um hábito que tinha uma faixa negra acima do ventre.

A o raiar do dia 9 de dezembro de 1531, o índio Juan Diego subiu as colinas do Tepeyac, na periferia norte da cidade do México, dirigindo-se a Tlatelolco para receber a lição de catecismo. De repente, escutou um canto suave e dirigiu-se ao lugar de onde vinha o canto, parou diante de uma jovem que tinha uma roupa resplandecente e que lhe revelou que era a Virgem Maria. Nossa Senhora pediu a Juan Diego que dissesse ao Bispo da capital que construísse ali uma capela para que todos pudessem louvar o seu Filho Jesus.

Juan Diego obedeceu, mas o Bispo, Juan de Zumárraga não acreditou nele e mandou que ele pedisse a Nossa Senhora um sinal. Quando a Virgem apareceu pela terceira vez a Juan Diego, prometeu-lhe dar o sinal no dia seguinte. Na segunda-feira, porém, Juan não foi ao encontro porque o seu tio tinha adoecido gravemente e necessitava a unção dos enfermos. No dia seguinte Juan Diego saiu bem cedo e foi a Tlateloco procurar um sacerdote para o tio. Decidiu evitar a colina de Tepeyac para não deparar-se com a Senhora, mas Ela veio ao seu encontro e Juan contou-lhe as suas penas. Ela o incentivou a ter fé e prometeu-lhe que o seu tio seria curado.

Depois pediu que ele subisse a Colina, colhesse as flores que lá estavam e as trouxesse. Juan Diego foi ao local indicado e encontrou-o coberto de maravilhosas rosas e outras flores, insólitas para o inverno e aquele solo árido. Recolheu-as, colocou-as na tilma, o avental típico dos camponeses astecas e levou-as à Virgem. Ela disse, então que as levasse ao Bispo como prova da aparição. Ele fez como lhe foi dito e dirigiu-se à cidade do México. Depois de uma longa espera foi recebido pelo Prelado. “Excelência” – disse Juan Diego – “obedeci tuas instruções. Logo cedo, nesta manhã, a Virgem Celestial pediu-me que viesse ver-te outra vez. Pedi-lhe o sinal que tu solicitaste e que ela me prometeu dar. Mandou que eu subisse até o topo da colina, onde eu a havia visto antes, para que colhesse as flores que ali cresciam. Eu sabia, muito bem, que lá em cima da colina não era um lugar propício para crescerem flores, especialmente nesta época do ano, mas não duvidei de sua palavra. Quando alcancei o topo, finquei assombrado ao me encontrar rodeado de formosas flores, brilhando, todas, com gotas de orvalho. Apanhei tantas quantas pude e as levei à Senhora. Ela as arrumou com suas próprias mãos e as colocou em seu manto, para que eu pudesse trazê-las a ti. Aqui estão. Contempla-as!”.

Dizendo isso, Juan abriu as bordas de sua tilma e as flores, entremeadas com rosas de Castela, caíram no chão como uma cascata, numa abundância de cores e perfumes. Zumárraga observou-as sem poder articular uma palavra. Era o sinal que ele havia pedido à Santíssima Virgem para mostrar-lhe que havia atendido seu pedido, para trazer paz ao país. Cheio de surpresa, levantou seus olhos para a tilma e, nesse instante, apareceu sobre ela uma imagem gloriosa da Mãe de Cristo.

Por um momento arrebatador, os olhos de cada pessoa que estava na sala fixaram-se na esplendorosa imagem, como se estivessem contemplando sua aparição. Então, lentamente, puseram-se de joelhos, com admirada veneração. Totalmente perplexo, Juan procurou o objeto da contemplação de todos, para ver o que os havia transtornado daquela maneira e ficou intrigado ao observar uma réplica da rainha Celestial que ele havia visto em Tepeyac.

Neste episódio são narrados os dois eventos extraordinários das aparições de Guadalupe que atravessariam os séculos. Primeiro, a colheita das rosa de Castela, ocorrida fora da época habitual de seu florescimento. Segundo – e este permaneceria como o fato mais extraordinário – a impressão da imagem de Nossa Senhora na tilma de Juan Diego.

O tecido do manto, onde está impressa a imagem, é uma urdidura feita com fibra de aiate, uma espécie de pita mexicana, que se decompõe por putrefação em aproximadamente vinte anos. Atualmente, já conta com 457 anos, estando em perfeito estado de conservação, apesar de ter permanecido por séculos exposto aos rigores do calor, do pó e da umidade.

O sábio alemão Richard Kuhn, prêmio Nobel de Química, após examinar profundamente uma amostra da pintura, constatou que sua policromia não procede de corantes minerais, vegetais ou animais!

Submetida à análise fotográfica com raios infravermelhos, dois cientistas da NASA constataram que:

O manto não foi submetido a nenhum processo que pudesse atuar como elemento protetor, o que torna simplesmente inexplicável sua conservação.

Inexiste esboço prévio na "pintura", como os que se descobrem, pelo mesmo processo, nos quadros dos grandes mestres. A imagem foi pintada diretamente, sem esboços nem correções;

Não há pinceladas. A técnica utilizada é totalmente desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irreproduzível.

Não bastasse tudo isso, a imagem apresenta ainda um fenômeno incrível, a atestar sua origem e o objetivo com que foi produzida. Trata-se da descoberta do Dr. Aste Tonsmann, através da digitalização da íris dos olhos de Nossa Senhora. O processo utilizado consiste em dividir a imagem em quadriculados microscópicos de tal magnitude que um milímetro quadrado fica subdividido em 27.778 quadradinhos. Ampliando 2.000 vezes cada um desses quadradinhos, foi possível observar pormenores impossíveis de serem captados à simples vista. A íris humana reflete, como um espelho, as imagens que estão sendo observadas. Pois bem, a íris da pintura de Guadalupe está refletindo o seguinte: um índio em atitude de desdobrar a sua tilma diante de um franciscano; o próprio franciscano em cujo rosto se vê deslizar uma lágrima, um camponês muito jovem, com a mão posta sobre a barba em atitude de consternação; um índio com o dorso despido em atitude quase de oração; uma mulher de cabelos crespos, provavelmente uma negra da criadagem do bispo; uma mulher e uns meninos com a cabeça meio raspada e outros religiosos franciscanos.

É impossível alguém pintar num espaço pequeno como o da córnea de um olho impressa em uma imagem de tamanho aproximado ao do natural uma cena (presumivelmente aquela em que, segundo o relato citado, deu-se a aparição de Nossa Senhora na tilma), que foi preciso ampliar tanto para poder ser percebida.
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